sábado, 10 de novembro de 2012

Alma Gémea

Trocámos de olhares.
Apertámos a mão e corei!
Cheiraste-me e gostaste.
Quem eras tu para o fazer?
Ninguém!
Deixaste-me entrar um pouco no teu mundo, para me deslumbrar,
e sem o saberes já me estava a apaixonar.
Não temo tamanha paixão!
Apenas enfraqueço por não te ter e sentir a tua alegria de viver.
Assim me esqueces e sozinha tropeço nesta solidão.
Envergo estes sentimentos, como meu traje para cobrir a minha vergonha.
Sento-me e escrevo para me lembrar de ti, pois nada tenho a perder.
Vasculho estas memórias perdidas, mas sentidas.
Quero abraçar-te, mas estamos proibidos.
É proibido amar, quem não podemos, sentir o que não devemos.
Rasgava o que me cobre, devia...
Tornar-te a ver podia, mas não me deixas tocar-te, pois posso rasgar-te.
Marcaste apenas a página que podia ler, o resto queimaste  para não ler o que não devia.
Tentei a todo o custo alcançar a tua Alma.
Partiste antes... minha Alma gémea
Fiquei triste mas mais calma.